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Sistemas off-site ajudam as empresas a cumprir o Marco Legal do Saneamento

Fonte: AEC Web

A engenharia nacional conta com os sistemas pré-fabricados para impor ritmo às obras decorrentes do Marco Legal do Saneamento Básico. Há um cronograma a seguir, determinando que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto, até 2033.

“De acordo com as necessidades do cliente para cumprir as exigências do Marco Legal, cresce a necessidade de ampliar as ferramentas para otimizar serviços e garantir ganhos no andamento do projeto”, afirma o engenheiro Eduardo Pereira Araújo, diretor de Negócios da Engeform Engenharia, acrescentando que os sistemas pré-fabricados são imprescindíveis para o bom andamento da produção de redes de água e esgoto, caixas de registros e de estações de bombeamento.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), através de sua assessoria de imprensa, entende que “a utilização de sistemas pré-fabricados ajudará as empresas de saneamento a cumprir as exigências do Marco Legal. Também irão apresentar para os seus clientes serviços mais confiáveis e com menor custo”. De acordo com as necessidades do cliente para cumprir as exigências do Marco Legal, cresce a necessidade de ampliar as ferramentas para otimizar serviços e garantir ganhos no andamento do projeto.

SISTEMAS MAIS UTILIZADOS

Com 46 anos de atuação na área de obras de saneamento, a Engeform tem hoje 24 contratos em andamento nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará. Os elementos off-site que a empresa mais utiliza são os anéis de concreto, laje de fundo e topo e paredes de concreto.

Entre as situações de uso, Araújo destaca as caixas pré-moldadas de concreto para execução de caixas de ventosa e caixa de descarga, além de tubos de concreto para redes de drenagem. “Empregamos, também, anéis e lajes pré-moldadas nas elevatórias, redes coletoras e ligações intradomiciliares, para construção do poço de visita de entrada e poço de sucção”, conta.

A Sabesp elenca, entre outros pré-fabricados, tubos, conexões, válvulas, estações de tratamento de esgotos modulares, reservatórios metálicos, equipamentos elétricos, sistemas de bombeamento.

 

VANTAGENS E DESVANTAGENS

De acordo com Araújo, sistemas pré-fabricados oferecem a vantagem de geração mínima de resíduos no canteiro de obras, diminuição do desperdício de material e dos custos com mão de obra direta. São fatores alinhados com o planejamento e otimização de recursos para o cumprimento dos prazos.

“Em um de nossos contratos no Espírito Santo, por exemplo, utilizando pré-fabricados, tivemos um ganho significativo de produtividade e prazo. No método construtivo in loco, teríamos que montar o cimbramento, assoalho para fôrma, armação e concretagem, aguardando a cura de 28 dias. Já usando a metodologia off-site, quando a atividade de escavação está concluída, já seguimos com a instalação dos anéis pré-moldados. Logo na sequência, fazemos o tratamento interno das paredes e as interligações hidráulicas das unidades. Após essas atividades, já podemos instalar a laje superior pré-moldada”, expõe Araújo.

Para a Sabesp, a padronização é uma das principais vantagens, implicando estoques mais otimizados e facilidade de substituição. A empresa não vê desvantagens na utilização de sistemas pré-fabricados.

“Em um de nossos contratos no Espírito Santo, por exemplo, utilizando pré-fabricados, tivemos um ganho significativo de produtividade e prazo”. O diretor da Engeform aponta também alguns desafios, como a necessidade de dispor de uma área maior no canteiro de obra para armazenamento das peças. E indica a importância de a engenharia considerar o local da obra. “Por exemplo, em terrenos com lençol freático com nível alto e pressão forte (‘fundo de vale’), é necessário ter uma atenção redobrada, porque nessas condições é preciso aplicar processos mais complexos de estanqueidade”, diz.

CUIDADOS

Trabalhar com pré-fabricados em obras de saneamento exige atenção. Segundo a Sabesp, “os cuidados são específicos de acordo com as recomendações dos fornecedores”. Araújo vai além. “Por lidarmos com módulos de concreto, o peso próprio do aço e concreto deve ser considerado no momento do transporte, descarregamento e montagem da estrutura”, diz.

O ideal é que a equipe tenha elaborado um plano de carga e descarga (Plano de Rigging), considerando todas as características do terreno – aclive, declive ou terreno plano –, para maior segurança dos envolvidos na atividade. “É fundamental, também, fazer uma avaliação das peças no momento do recebimento, bem como ter os laudos de concretagem com rastreabilidade”, completa.

 

EVOLUÇÃO

Na opinião de Araújo, pela complexidade das atividades e desafios de aplicação em obras de saneamento, é necessário que a indústria off-site de sistemas para obras de saneamento se desenvolva mais. “Principalmente, quanto ao acabamento e qualidade dos pré-moldados fornecidos”, conclui.

“Entendemos que sistemas modulares de bombeamento e de tratamento de esgotos precisam constantemente incorporar as novas tecnologias disponíveis, sempre com foco na eficiência dos insumos envolvidos, implicando a melhor relação CAPEX + OPEX”, comenta a Sabesp.

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