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UFU apresenta novo consórcio responsável pela retomada da ampliação do Hospital de Clínicas

Liderado pela Engeform Engenharia, grupo vencedor da nova licitação dos serviços no Bloco 8DJU – Centro de Trauma deve dar reinício às obras já em janeiro de 2021

Fonte: Comunica UFU

Após todo imbróglio judicial envolvendo a empresa IBEG, construtora que venceu o primeiro processo licitatório e executou cerca de 40% das obras – nos períodos de maio de 2012 a junho de 2014 e agosto de 2019  a fevereiro de 2020 –, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou reunião na manhã desta terça-feira (01º/12) para apresentação do novo consórcio responsável pela retomada do canteiro no Bloco 8DJU, que abrigará a ampliação do Hospital de Clínicas (HC/UFU). O contrato prevê que sejam investidos neste projeto recursos da ordem de R$ 111.763.125,28, ao longo de três anos, caso todas as verbas sejam obtidas em tempo hábil para a execução do cronograma.

O Consórcio Engeform/Normatel é liderado pela Engeform Engenharia, que já conta em seu portfólio com outros 31 hospitais, totalizando cerca de 800 mil m² e mais de 5 mil leitos construídos no território brasileiro. Um dos gestores da empresa presentes na reunião, Eliezer Fernandes Valiante informa que, ao longo de 2019 e 2020, ela finalizou os serviços em canteiros instalados em 10 unidades hospitalares. “Em comparação com o que vamos precisar fazer aqui em Uberlândia, podemos citar o Hospital do Servidor Público de São Paulo, no qual foram reformados aproximadamente 35 mil m² e houve uma ampliação de 10 mil m². Enquanto as obras foram executadas, a rotina de atendimento à população seguiu inalterada e conseguimos cumprir todos os requisitos técnicos necessários”, exemplifica.

Diretor que falou em nome da Engeform durante a reunião, Eduardo Rossetti ressalta que edificações hospitalares são complexas e exigem constante aperfeiçoamento, customização e investimentos em soluções que trazem funcionalidade e segurança. Segundo ele, esta expertise adquirida na construção de hospitais é um diferencial da empresa e vai ser importante para que todas as etapas de mais esta importante obra sejam cumpridas, contando com o apoio de todos os agentes envolvidos. “Para nós, é um privilégio poder participar deste projeto tão esperado pela população de Uberlândia e região. Sabemos bem de todas dificuldades e minúcias envolvidas neste tipo de construção, mas vamos trabalhar muito para poder atender todas as expectativas ou até mesmo superá-las”, frisa, acrescentando que o trabalho de avaliação do local e planejamento técnico já começa imediatamente para que as obras sejam reiniciadas em janeiro de 2021.

Sobre esta retomada, Ivan Marcelo Junior, o representante da Normatel no encontro desta manhã, acrescenta que a maior parte da mão de obra envolvida nos serviços de ampliação do HC será contratada diretamente em Uberlândia, com previsão de um pico de até 400 operários trabalhando simultaneamente no canteiro.

Fiscalização e parcerias

O procurador Leonardo Macedo destaca que o Ministério Público Federal vem acompanhando com especial atenção esta nova edificação no Hospital de Clínicas, desde 2015, quando começaram a surgir as primeiras dificuldades de execução. “Infelizmente, 95% das obras públicas brasileiras enfrentam problemas decorrentes de questões financeiras e de falhas no planejamento e, sobretudo, técnicas. Esta é uma obra complexa, que envolve mais de 30 mil itens planilhados, porém extremamente necessária para diminuir a carência de leitos e melhorar o atendimento de saúde prestado à população de Uberlândia e região. Temos a obrigação de fiscalizar a correta aplicação dos recursos investidos, bem como de sermos parceiros na captação de outras verbas que possam viabilizar a continuidade e conclusão deste empreendimento tão necessário e esperado”, afirma.

Única autoridade política presente na reunião, o deputado estadual Elismar Prado (PROS) compareceu ao evento como representante de seu irmão, o deputado federal Weliton Prado (PROS), e reiterou que a busca por emendas parlamentares que forneçam os recursos necessários para a ampliação do Hospital de Clínicas da UFU continuará sendo a maior prioridade da bancada mineira para a área de Saúde.

Reitor da Universidade Federal de Uberlândia desde 2017 – e reeleito pela comunidade acadêmica para permanecer no cargo até 2024 –, o professor Valder Steffen Jr. resumiu todos os esforços empreendidos pela equipe por ele comandada, na tentativa de viabilizar a execução desta obra, que chegou a ficar paralisada por 5 anos e foi retomada, por ordem judicial, em agosto de 2019: “Quando foi licitada pela primeira vez, em 2011, esta era a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado de Minas Gerais. Apenas agora, no início deste ano, conseguimos firmar uma rescisão de contrato amigável com a empresa anterior e pudemos realizar o novo processo licitatório. Enalteço o brilhante trabalho da equipe da Comissão de Fiscalização 8DJU, que refez todas as planilhas e montou um novo cronograma para que os serviços sejam executados por etapas, com inaugurações parciais. A expectativa é de que finalmente consigamos avançar neste projeto e entregá-lo à sociedade de Uberlândia e dos municípios vizinhos.”

Steffen (ao microfone): ‘Hospital de Clínicas é fundamental não apenas para Uberlândia, e sim para todo o Triângulo Mineiro’. (Fotos: Alexandre Costa)

Dados do projeto

O Bloco 8DJU – Centro de Trauma ocupará uma área construída total de 32.965,50 m² e, quando finalizado, terá papel estratégico para o sistema de saúde pública local, pois atualmente estima-se em 800 o déficit de leitos apenas no município de Uberlândia – ou seja, sem contar o de outros 26 municípios da região, num raio de 2,5 milhões de habitantes. Ao todo, serão disponibilizados 249 leitos e 22 salas cirúrgicas – incluindo 2 shock-rooms –, sendo que a divisão destes leitos se dará da seguinte forma: 65 para pronto-socorro, 146 de internação e 38 de UTI.

O complexo terá toda a estrutura de apoio ao tratamento de trauma, como equipamentos de imagem e diagnóstico, central de material esterilizado e heliponto. O projeto foi elaborado para atender todo o fluxo de um paciente de trauma, ou seja, ele será estabilizado na shock-room e, posteriormente, passará por Centro Cirúrgico, UTI e Enfermaria de Internação, seguindo para alta hospitalar.

Veja, no quadro abaixo, o que funcionará em cada um dos sete pavimentos.

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