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Obra do segundo túnel do Complexo Viário entra na última etapa

Fonte: Diário de Mogi 

Sons um pouco mais agudos do corte feito pelo braço da escavadeira no paredão de terra, um levíssimo tremor com respingos do solo e da água corrente que escorre das paredes e é drenada por uma canalização azul, e os primeiros centímetros da abertura entre os dois lados do túnel 1 do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio apareceram, em meio a poucos aplausos de funcionários do consórcio firmado entre as empresas Engeform Construtora e Comércio e Serveng Civilsan S/A, contratado por R$ 120 milhões para executar o projeto.

Alguém gritou Vai Corinthians, alguns minutos depois, quando os espectadores posaram em frente da última camada de terra que separa as frentes de escavação do acesso entre a Rua Cabo Diogo Oliver e Avenida Governador Adhemar de Barros. É a segunda alternativa viária da região central para melhorar o escoamento do tráfego de veículos durante a passagem dos trens, e que ficará devendo a atenção ao pedestre, que continuará esperando as composições passarem para cruzar a região central (veja retranca).

Apesar da contida comemoração, o momento muito significa para quem executa a passagem, prevista para ser entregue em dezembro, quatro meses antes do prazo contratual, segundo projeta o prefeito Marcus Melo (PSDB).

Para chegar à abertura da cava nesse ponto, nas proximidades da passagem de nível, os construtores precisaram vencer a parte mais difícil e demorada, que consiste em furar o “buraco” de solo compactado, retirar a terra, e ir canalizando a água que escorre dos pequenos veios de nascentes existentes naquele ponto da região central, onde o solo é turfoso.

O mesmo procedimento foi feito no túnel 2, entregue pela Prefeitura em dezembro passado. A diferença, agora, é o tamanho do acesso. O túnel 1 (Bairro-Centro) possui 420 metros. O de número 2 entregue, no sentido Centro-Bairro, tem 260 metros. “Só é mais demorado por causa do tamanho, mas as condições dos dois são parecidas”, contou Edmar Santos Moraes, topógrafo que respondeu pela lida com o solo.

Quem entra nesse grande canteiro de obras ouve o barulho intermitente da água num sistema que irá isolar as nascentes, para prevenir infiltrações e danos à estrutura de concreto que envolve os dois túneis.

Dezenas de homens e mulheres trabalham na obra que, ontem, venceu uma etapa determinante: com a abertura do túnel, 82% do cronograma são cumpridos. De acordo com os técnicos e a Prefeitura, 90% do projeto estão concluídos.

A meta é entregar um “presente” aos mogianos em dezembro, segundo o prefeito, que acompanhou o encontro das duas frentes de escavações, ao lado de secretários, vereadores e convidados, como o engenheiro Jamil Hallage (aos 91 anos, o ex-secretário de Obras venceu o terreno barrento e conferiu de perto o serviço) e a professora e arquiteta Ana Sandim, integrante de Comphap.
“O túnel dá continuidade ao nosso projeto estruturante para melhorar a mobilidade urbana e nós pretendemos ter as duas passagens em funcionamento em dezembro”, disse o prefeito. Segundo ele, esse ponto da escavação estava previsto para daqui a duas semanas.

A parte mais trabalhosa do projeto está perto de terminar, mas ainda serão necessários mais seis meses de atuação para concluir os serviços que incluem o acesso e melhorias no entorno da entrada (Cabo Diogo) e da saída dos veículos (Adhemar de Barros).

Estacionamento

A primeira alça do Complexo Viário foi inaugurada no ano passado, e passou a receber mais recentemente linhas de ônibus que antes seguiam pela passagem de nível da Rua Dr. Deodato Wertheimer. Ontem, a Secretaria Municipal de Transportes realizou mais uma intervenção na região, com a instalação do estacionamento controlado na Rua Braz Cubas, a partir do cruzamento com a Rua Barão de Jaceguai.

Com a liberação ao tráfego na Avenida Ademar de Barros, fechado durante meses por causa da obra, o objetivo é reduzir o trânsito central que foi concentrado entre as ruas Dr. Corrêa e José Bonifácio desde início da construção do Complexo Viário, em 2015.

Administração Municipal

A Prefeitura não tem planos de construir uma nova ponte no Rio Acima, na Estrada da Volta Fria, apesar da precariedade da estrutura de madeira. O prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou que não tem condições financeiras de arcar com a obra, prometida no passado pelo Governo do Estado, e estimada em cerca de R$ 80 milhões (pavimentação) e R$ 2,5 milhões (ponte). O Diário mostrou, na semana passada, a precariedade e os riscos de graves acidentes no local. Serviços de manutenção foram prometidos pela Prefeitura.

Centro

O prefeito contou ontem, ainda, que não pretende, no momento, ampliar a retirada das vagas para o estacionamento controlado. Mas advertiu que os planos são de melhorar as condições de circulação do pedestre, também em vias como a Rua Barão de Jaceguai no futuro. “Tenho conversado com as presidências da Associação Comercial e do Sincomércio e a medida (nas ruas Coronel Souza Franco e Capitão Manoel Caetano) agrada metade dos comerciantes e desagrada a outra metade. Nunca conseguiremos unanimidade em ações como essa”. (E.J.)

Para conferir a matéria na íntegra acesse aqui.

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