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Engeform entrega maior obra de interligação entre bacias hidrográficas do país

Interligação entre bacias hidrográficas Jaguari-Atibainha garante abastecimento para 39 milhões de pessoas

 

Presente no consórcio responsável pela obra, ENGEFORM reitera sua expertise em projetos de saneamento e parceria no projeto de segurança hídrica junto ao Governo de Sâo Paulo e a Sabesp

 

Fonte: Releases 

São Paulo, 6 de março de 2018 – Com o início da transferência de água no sistema Cantareira, estará solucionada a escassez de água, um dos maiores problemas enfrentados pela população da região Metropolitana de São Paulo e do Vale do Paraíba. E isto só será possível a partir da entrega do projeto de interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, a maior obra de saneamento feita no Brasil nos últimos anos.

A interligação permitirá transferências de água a uma vazão máxima de 8,5 m3/s da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12,2 m3/s no sentido contrário. Na prática, significa que fenômenos como escassez ou excesso de água serão administrados com mais precisão e antecedência, garantindo o abastecimento de toda a população atendida pelos dois sistemas. Com a entrega aumenta a disponibilidade de água para cerca de 39 milhões de pessoas para as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, cidades da região do Vale do Paraíba e Rio de Janeiro.

“Com isso, nós vamos praticamente dobrar a capacidade de reservação de água, de um bilhão para dois bilhões de metros cúbicos. É a terceira maior estação elevatória da Sabesp no Estado de São Paulo. Estamos fazendo obras estruturantes para garantir água à Região Metropolitana de São Paulo, além das áreas do Cantareira e do Vale do Paraíba”, disse o governador Geraldo Alckmin durante a visita ao local, em 03/03/2018.

Para dimensionar o desafio enfrentado pelo consórcio BPC – constituído pela Engeform junto a Serveng/Civilsan e PB Construções Ltda -, foi feito um túnel auxiliar, denominado “túnel janela”, na metade do percurso a ser vencido para construir a tubulação com quatro frentes de trabalho, em vez de duas. Assim, cada metade do túnel começou a ser construída pelas pontas e pelo meio, simultaneamente, desde 2016, quando o projeto foi iniciado.

No serviço que começa a operar agora, a água bruta captada da represa Jaguari, em Igaratá (Vale do Paraíba), percorre um corredor de quase 20 km de adutoras e túnel até chegar à represa de Atibainha, em Nazaré Paulista. Seis bombas de 5.000 CV vão empurrar a água morro acima, fazendo com que ela possa superar a montanha que separa as duas represas, em um desnível de 200 M.C.A.

Para Reynaldo Abucham, engenheiro e um dos sócios fundadores da ENGEFORM, a interligação Jaguari-Atibainha demonstra o alto grau de profissionalismo e experiência das equipes envolvidas. “Este é mais um grande exemplo da excelência naquilo que fazemos ao longo de mais de 40 anos de atuação no mercado, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação. Uma representação clara do nosso propósito: tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”, ressalta.

A escavação foi uma das etapas mais complexas da interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, principalmente por conta das dimensões do túnel: são 6,4 quilômetros de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados, o que permitirá transportar o equivalente ao volume de água de uma piscina olímpica em apenas cinco minutos.

Para o túnel, durante as obras, foi necessário mobilizar dez equipes de trabalho com cerca de 30 homens cada, divididas em três turnos. As equipes tinham que garantir a aplicação dos sistemas de suporte, perfuração, carregamento, detonação, ventilação, limpeza e bate-choco – esta última foi uma etapa de limpeza mais refinada, em que o profissional certifica-se de que as arestas do túnel foram aparadas e a área está segura e pronta para um novo ciclo de detonação.

Diferente das obras do metrô, por exemplo, onde é usado o shield, conhecido como “tatuzão”, as escavações nessa interligação usaram o novo método austríaco de tunelamento (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado associado a outros tipos de apoio, como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com a capacidade de cada tipo de maciço, e quatro equipamentos de perfuração de rocha sã, denominados “jumbos”, foram mobilizados.

Para a engenheira e diretora de negócios da Engeform Engenharia, Simone Vallilo Sierra, o desafio foi entregar um empreendimento de alta qualidade, relevante e que trouxesse uma melhora significativa a vida de milhões de pessoas. “A interligação Jaguari-Atibainha é uma das obras mais importantes e complexas de saneamento do país. Muito mais do que um projeto, é uma solução para um problema que afetou a população há mais de duas décadas. Estamos muito orgulhosos pelo Governo do Estado, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos e a Sabesp terem confiado mais um projeto à nós”, orgulha-se.

O processo de escavação do túnel contou com mais de 160 profissionais, entre engenheiros, geólogos, marteleteiros, encarregados de frente, motoristas, eletricistas, técnicos de meio ambiente, de qualidade e de segurança. São três turnos de trabalho de oito horas cada, abrangendo 24 horas de serviço. Ao todo, a interligação Jaguari-Atibainha empregou 5,3 mil profissionais diretos e indiretos. Além do túnel, houve o assentamento de 13,2 quilômetros de adutoras, a construção de uma estação elevatória de água bruta e uma subestação de energia elétrica.

Na estação elevatória de água bruta, de forma inédita, foram realizadas fundações em tubulões de aço com 4,2 m de diâmetro, em profundidades de 40 metros, com guindastes de 220 toneladas de capacidade sob balsas de aço.

“Para a Sabesp, a interligação Jaguari-Atibainha é um projeto prioritário da empesa para garantir o abastecimento à população, ao lado da Parceria Público-Privada São Lourenço e da captação no Rio Itapanhaú”, diz o presidente Jerson Kelman.

O investimento de R$ 555 milhões foi financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Trata-se da primeira obra de saneamento no Brasil sob o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), uma vez que está enquadrada como obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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